For a Conscious Clothing



Comportamento Verde / Green Behavior

por uma conversa consciente / for a conscious conversation

As minhas considerações sobre o tema / My considerations about this theme

Ontem começou o terceiro ciclo de encontros mensais promovidos pelo Estadão e a Livraria Cultura para discutir temas contemporâneos, sendo a sustentabilidade, a questão do mês. A mesa redonda mediada por Rodrigo Villela (editor) e formada por Ligia Krás (analista de tendências, Mindset/WGSN), Marussia Whately (arquiteta e ambientalista) e Beth Furtado (psicóloga, sócia da Alia Consultoria e Marketing) debateu sobre “Comportamento Verde: a etiqueta do século 21”. / Yesterday began the third cycle of monthly meetings promoted by newspaper Estadão and the bookstore Livraria Cultura to discuss contemporary themes as being sustainability the question of the month. Former editor Rodrigo Villela mediated the conversation which was formed by Lígia Krás (trends analyst, Mindset/WGSN), Marussia Whately (architect and environmentalist) and Beth Furtado (psychologist, partner of Alia Marketing & Consulting) and they discussed about “Green Behavior: the etiquette of 21th century”.

 

From left to right: Marussia Whately, Beth Furtado, Rodrigo Villela and Lígia Krás

 

E afinal, o que vem a ser este novo comportamento? Quais são estas atitudes que a sociedade deverá adquirir? Como bem pontuou Beth Furtado, as mudanças já passaram da “fase da paixão” e, a partir de agora, os padrões de comportamento deverão ser mudados “pela dor”, ou seja, por forças coercivas, como as leis. Porém, concordo com Lígia Krás quando defende que as ações em prol ao meio ambiente não são bem executadas quando se há o sentimento de culpa, do fardo. E por esta razão, a moda tem um papel importante e positivo a desempenhar para a sustentabilidade (algo que defendo desde os primeiros posts deste pequeno grande blog). / And what is this new behavior after all? Which are these attitudes that society will have to earn? As well pointed by Beth Furtado, the changes have already spent the “phase of passion”, and from now on, the patterns of behavior should be changed “by grief”, or by coercive forces, such as laws. However, I agree with Ligia Krás to claim that the actions towards the environment are not well run when there is the feeling of guilt, the burden. And that is why fashion has an important and positive role to play in sustainability (something that I advocate since the first posts of this great little blog).

Colocado isto, se a máxima “ser sustentável está na moda” é verdade, então duas considerações devem ser levadas: se por um lado o “estar na moda” contribui de certa forma para a “banalização da sustentabilidade”, por outro, e levando em consideração que o significado da palavra ‘moda’ tem muito mais a dizer sobre o modo de expressão e de comportamento de uma determinada cultura e época, então a ‘moda’, no seu sentido de indumentária, colabora(rá) para o desenvolvimento de um novo “mundo melhor para todos sempre”. / Putting it, if the maxim “to be sustainable is trendy” is true, then two considerations should be taken: if on one hand “being fashionable” in some way contributes to the “banality of sustainability”, the other, and taking into consideration that the meaning of the word ‘fashion’ has much more to say about the mode of expression and behavior of a particular culture and time, then the ‘fashion’ in the sense of clothing, (will) works for the development of a new and “better world for everyone forever”.

E a ‘moda’ está estritamente relacionada às mudanças. Sendo assim, algumas questões foram levantadas na sabatina de ontem: a do excesso de consumo que tem como símbolo as redes de ‘fast fashion’, pois se elas trocam a coleção das lojas a cada semana é porque existe um consumidor ávido pelas rápidas tendências da moda; a do mercado de luxo e o seu contraponto com o crescimento das classes populares; a do papel mais ativo a ser desempenhado tanto pelo governo quanto pelo consumidor e; a da confusão que as inúmeras certificações nos produtos causam para os consumidores. / And the ‘fashion’ is strictly related to the changes. Thus, some questions were raised in the hearings from yesterday: the excess of consumption that has as symbol the ‘fast fashion’ companies, because if they change their collection in stores each and every week, it is because there is an avid consumer by rapid fashion trends; the luxury market and its counterpoint with the growth of the popular classes; the more active role being played by both the government and the consumer; and the confusion of the numerous certifications in products cause to consumers.

Então, como certas mudanças de comportamento ocorrerão através da moda? Com o mercado de luxo se tornando cada vez mais simples e menos ostentador, o ter ‘menos’ e ser ‘mais’ modifica as pessoas no sentido de elas buscarem e valorizarem mais as experiências do que os produtos em si. Porém, esta classe social procura hoje isto, por estar cansada dos seus excessos, e o contrário ocorre com as classes populares que começaram a ter o acesso ao consumo recentemente. Diante deste paradoxo social, o que fazer? Dizer a esta classe a não consumir quando elas finalmente podem se ‘dar ao luxo’ do consumo? Através da moda, quebram-se os paradigmas. Criar alternativas, como por exemplo, o incentivo da compra de roupas de brechó. Sim, quebrar o preconceito das pessoas quanto a este tipo de roupa. Por que não? Afinal, tem algo mais ‘vintage’ do que a própria roupa do brechó? / So how will certain changes in behavior occur through fashion? With the luxury market becoming simpler and less ostentatious, the rich people seek and value more the experiences than the products themselves, so their new statement is to have ‘less’ and to be ‘more’. However, with this social class getting tired of its own excesses and that’s why it demands an exclusive and yet, a simple life today, the opposite occurs with the popular classes who have just begun having access to consumption recently. By giving this social paradox, what is there to be done? Telling this social class not to consume when they finally can afford consumption? Paradigms are shattered through fashion. Creating alternatives, such as encouraging the purchase of clothing at thrift stores. Yes, to break the prejudice of the people on this type of clothing. Why not? After all, is there something more vintage than the actual clothing of this kind of store?

E os produtos, de moda ou não, passaram a levar em suas embalagens vários nomes: orgânico, natural, entre outros que os caracterizam como “verdes”. Cuidado! Tudo o que aparenta ser, nem sempre, de fato, é. E isto tem um nome: é a prática empresarial do ‘greenwashing’ (“lavagem verde”, em livre tradução). Cabe a nós, consumidores, a identificar os verdadeiros produtos “verdes”. Cabe ao governo a implementar políticas públicas para punir as empresas que não cumprirem as normas da sustentabilidade e a fazer a correta certificação dos produtos. E cabe às empresas a assumirem a verdadeira responsabilidade social e ambiental. / And the products, as being fashion or not, have begun to take in their packs several labels: organic, natural, and others that characterize them as “green”. Beware! Everything appears to be, not always, in fact, is. And it has a name: it is the business practice of ‘greenwashing‘. It is up to us as consumers, to identify true “green” products. It is for the government to implement public policy to punish companies that do not meet the standards of sustainability and to make the correct certification of products. And it is for companies to assume the true social and environmental responsibility.

Diante destas encruzilhadas que a sociedade enfrenta, as palestrantes são otimistas quanto ao nosso futuro comum. Através da educação e da informação, o seu acesso e compartilhamento nas redes sociais, esta mudança cultural ocorrerá se não nesta, nas próximas gerações, pois mais importante que a adaptação dos novos hábitos é ser natural diante deles, como já bem mostram as crianças. / With these crossroads facing society, the lecturers are optimistic about our common future. Through education and information, its access and sharing in social networks, this cultural change will occur if not in this, but the next generations. And more important than the adaptation of new habits is acting natural before them as well show the children.


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Comments

  1. * Alice Lobo says:

    Nana, muito bem resumido o debate de ontem! Adorei te conhecer. Bjos

    | Reply Posted 6 years, 4 months ago
    • * Nana Soma says:

      Olá Alice,
      Sim, gostei também de conhecer você. Espero que volte sempre para ver os posts!
      Bjs.

      | Reply Posted 6 years, 4 months ago


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